Geoparque da Quarta Colônia: Patrimônio, Desenvolvimento e Futuro
O Geoparque da Quarta Colônia é um território reconhecido oficialmente pela UNESCO como Geoparque Global em 24 de maio de 2023. Essa certificação internacional atesta a relevância geológica, ambiental, cultural e histórica da região central do Rio Grande do Sul, colocando-a em destaque no cenário mundial da conservação e do desenvolvimento sustentável.
Para o município de Silveira Martins, integrar esse território representa não apenas reconhecimento, mas também compromisso com a preservação do patrimônio natural e cultural e com a construção de oportunidades para as futuras gerações.
O que é um Geoparque?
Um Geoparque Global da UNESCO é um território com sítios e paisagens de importância geológica internacional, gerido a partir de três pilares fundamentais: conservação, educação e desenvolvimento sustentável. Esses princípios orientam todas as ações desenvolvidas no território e garantem que a proteção dos bens naturais esteja associada à geração de conhecimento e oportunidades para a população local.
Diferentemente de uma unidade de conservação tradicional, o geoparque não impõe novas restrições legais ao uso da terra,mas atua como uma estratégia de valorização do território, integrando comunidades, poder público, instituições de ensino e iniciativa privada em torno de um projeto comum de desenvolvimento sustentável, fortalecendo a identidade regional e promovendo planejamento de longo prazo.
A Implantação na Quarta Colônia
O projeto do Geoparque foi construído ao longo de anos por meio de uma articulação regional coordenada pelo Condesus Quarta Colônia, com forte participação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), responsável por relevantes pesquisas científicas e paleontológicas na região.
O território abrange nove municípios da região central do Estado — Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine e Silveira Martins — formando um território integrado que compartilha patrimônio natural, histórico e cultural.
A candidatura foi submetida à UNESCO em 2022 e, após rigorosa avaliação técnica internacional, o reconhecimento oficial foi concedido em 2023. Esse marco posicionou a Quarta Colônia na Rede Mundial de Geoparques, integrando-a a um seleto grupo de territórios reconhecidos por sua importância global.
Importância Científica e Ambiental
A região da Quarta Colônia possui registros fósseis do período Triássico, com cerca de 230 milhões de anos, incluindo alguns dos dinossauros mais antigos já identificados no planeta. Essa relevância científica coloca o território como referência internacional na paleontologia e reforça a importância da preservação de seus sítios geológicos.
Além disso, a área está situada em uma zona de transição entre os biomas Pampa e Mata Atlântica, reunindo significativa biodiversidade, recursos hídricos abundantes, vales, formações rochosas e paisagens de grande valor cênico. Para Silveira Martins, esse patrimônio natural representa uma oportunidade estratégica de preservação ambiental aliada ao fortalecimento da identidade local.
Desenvolvimento Regional Sustentável
O reconhecimento como Geoparque Global fortalece o turismo sustentável e o geoturismo, amplia a geração de emprego e renda, incentiva o empreendedorismo local, contribui para a qualificação de serviços e infraestrutura e valoriza a cultura e a história regional. Esses fatores atuam de forma integrada, promovendo crescimento econômico com responsabilidade socioambiental.
A certificação internacional amplia a visibilidade do território, atrai visitantes, pesquisadores e investimentos e consolida a Quarta Colônia como referência em desenvolvimento regional sustentável. Mais do que um selo, o geoparque representa uma política estruturada de desenvolvimento baseada na integração entre ciência, educação, cultura e economia, promovendo benefícios duradouros para toda a região.
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